14 de outubro de 2026

Unidade Embrapii da UFMG firma acordo com Hemobrás para desenvolvimento de tratamento contra a hemofilia

Terapia vai melhorar a qualidade de vida de hemofílicos; doença atinge mais de 14 mil brasileiros, segundo o Ministério da Saúde

A hemofilia é uma doença rara causada pela falta de um dos fatores de coagulação no sangue, o que leva a sangramentos constantes. A Unidade Embrapii Inovação de Fármacos e Vacinas (FarmaVax) da UFMG, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) assinaram um convênio para pesquisa e desenvolvimento de um novo tratamento contra a doença. Trata-se de uma terapia de RNA para reposição de proteínas que têm papel importante na coagulação do sangue. O acordo foi assinado em São Paulo na última sexta-feira, 2 de outubro, pelo reitor Alessandro Fernandes Moreira, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e por gestores da Hemobrás e da FarmaVax.

O professor Pedro Pires Goulart Guimarães, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e pesquisador da FarmaVax, explica que o grupo vai desenvolver uma tecnologia que estimula o organismo dos hemofílicos a gerar uma proteína que o corpo do indivíduo não produz ou produz em pouca quantidade.

“Essas proteínas são importantes para a coagulação do sangue. Os hemofílicos não a produzem ou a produzem em quantidade que não é suficiente para a boa coagulação. Na pesquisa, vamos colocar um RNA ou DNA que estimule a produção dessa proteína, para que as células do corpo da pessoa voltem a produzi-la. O ineditismo do trabalho reside no fato de que ainda não existe nenhuma terapia para o tratamento da doença que estimule a produção dessas proteínas”, diz Goulart.

A equipe de pesquisadores da UFMG foi contratada pela Hemobrás, via Embrapii, para desenvolver a tecnologia. O projeto tem investimento de R$ 5 milhões e vigência de 36 meses. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela Embrapii e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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Com informações da UFMG.