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Projeto apoiado pela Fundep é premiado por boas práticas na captação internacional de recursos

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Cerrado
O Cerrado é um dos biomas mais atingidos por queimadas nos últimos anos. Créditos: Fernando Silveira (ICB/UFMG)/ Divulgação.

Desenvolvido por pesquisadores da UFMG, Inpe e UFG, projeto captou U$ 9,2 milhões do Banco Mundial com apoio da Fundação e torna-se modelo de atração internacional.

 

Projeto apoiado pela Fundação de Apoio da UFMG (Fundep) com foco na preservação do cerrado venceu a categoria Governo Federal do Prêmio de Melhores Práticas em Captação Internacional, da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), em conjunto da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (Sain) do Ministério da Economia. 

Intitulado “Desenvolvimento de Sistemas de Prevenção de Incêndios Florestais e Monitoramento da Cobertura Vegetal no Cerrado Brasileiro (FIP Monitoramento Cerrado)”, o projeto foi executado, entre 2016 e 2021, por meio de uma cooperação técnica e gerencial entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), em articulação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). O projeto captou mais de R$ 40 milhões de reais do Banco Mundial e coube à Fundep o acompanhamento financeiro e supervisão técnica.

Considerando os retornos social, econômico e ambiental, cada real investido no projeto retornou R$ 5,89 reais. Um investimento de R$ 44 milhões gerou, portanto, benefício social de R$ 264 milhões, aproximadamente.

O cerrado cobre 24% do território nacional. O projeto surgiu de uma demanda nacional estratégica de monitorar o uso de recursos naturais do bioma, atuando no fortalecimento institucional para supressão das queimadas descontroladas frequentes.

 

PROJETO DESTAQUE E BOAS PRÁTICAS DE CAPTAÇÃO 

O prêmio é entregue a projetos de excelência em captação de recursos junto às instituições financeiras internacionais, com o objetivo de, segundo seus organizadores, constituir um repositório de boas práticas e referência para atores dos setores público e privado.  

Entre os indicadores mensurados no projeto foram considerados a disponibilização das informações sobre a supressão da cobertura vegetal nativa, risco de incêndios florestais, potencial de espalhamento de fogo, estimativas de emissões de gases de efeito estufa, utilização dos dados produzidos por parte de órgãos governamentais responsáveis pela formulação de política públicas, controle de supressão da cobertura vegetal nativa e prevenção de incêndios florestais. Os indicadores principais propostos foram totalmente alcançados. 

Os conhecimentos obtidos a partir do desenvolvimento de metodologias e do aprimoramento dos sistemas de monitoramento do projeto vencedor auxiliaram a estruturação de outro programa, o Biomas BR – Cerrado MCTI, que tem o objetivo de estruturar métodos inovadores para acompanhamento do bioma.

Cerrado
Comparação da área queimada, vista por satélite, do Parque da Serra da Canastra com a área prevista pelo modelo de espalhamento do fogo. O modelo foi criado no âmbito do projeto FIP Monitoramento do Cerrado.
Créditos: Site do CSR/ Divulgação.
FUNDEP: ELO ENTRE AS PARTES ENVOLVIDAS 

A Fundação de Apoio da UFMG atuou como implementadora dos recursos, operando com base em acordo firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e outras instituições envolvidas no Projeto.

A respeito do papel da Fundep no projeto, Fabiana Bonela, coordenadora do braço “Apoiadas Externas” do Centro Integrado de Atendimento da Gestão de Projetos, explica que coube “à Fundep contratar mais de 200 pessoas entre bolsistas e celetistas de vários estados do País durante toda vigência do projeto. Além disso, ficamos responsáveis pela compra de equipamentos, materiais de consumo, passagens, pagamento de diárias, realização de eventos e contratação de serviços especializados”, explicou.

Também coube à Fundep, além de contato direto mensal com o financiador, reuniões de monitoramento e envio de prestações de contas trimestrais. “Durante vários eventos com toda equipe técnica do projeto e do Banco Mundial, a gestão idônea da Fundação foi destacada como fundamental para a fluidez do projeto”, completou Fabiana.

Entre as instituições envolvidas e beneficiadas pelo projeto estão o INPE, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PREVFOGO), órgãos de meio ambiente estaduais e municipais, brigadas de combate a incêndios florestais, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional do índio (FUNAI), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de instituições acadêmicas e setores da sociedade civil.

 

Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

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