15 de julho de 2025

Fundep e Fiotec firmam parceria para desenvolver novo sistema de gestão de projetos

Iniciativa visa marcar avanço na trajetória de transformação digital das instituições. Encontro entre as equipes da Fundep e da Fiotec em 9 de julho marcou o início dos trabalhos do projeto GPF 2.0.

Com estrutura integrada, modular e flexível, hospedagem em nuvem e foco na experiência do usuário, o GPF 2.0 (nome provisório) é o novo sistema de gestão de projetos que será desenvolvido a partir de uma parceria estratégica entre a Fundep e a Fiotec – Fundação para o Desenvolvimento Científico Tecnológico em Saúde, vinculada à Fiocruz. A implementação do GPF 2.0 representa um avanço estratégico na forma como as fundações de apoio podem realizar a gestão dos projetos. Ao comentar esse marco, o presidente da Fundep, professor Jaime Arturo Ramírez, destaca o compromisso contínuo da Fundação e a importância da atuação conjunta:

“O desenvolvimento do GPF 2.0 reafirma o compromisso da Fundep com a busca pela excelência na gestão dos projetos, sempre com foco em oferecer um atendimento eficiente e seguro aos coordenadores. Essa parceria demonstra a nossa capacidade de somar esforços, construir soluções e atuar estrategicamente para superar desafios comuns. Iniciativas como essa fortalecem o papel das fundações junto às suas instituições apoiadas, contribuindo para a transformação do conhecimento em realizações que impactam positivamente as ICT's atendidas."

A diretora da Fiotec, Cristiane Sendim, contextualizou a parceria e a importância estratégica no desenvolvimento dos processos e sistemas das fundações. "A nossa principal motivação era buscar uma outra fundação do mesmo porte, com quantidade semelhante de projetos e reconhecida eficiência entre as fundações de apoio. Com a visita técnica da nossa equipe à Fundep em maio do ano passado, percebemos uma alta aderência nos processos e sistemas de apoio às instituições que apoiamos. Essa parceria é um ‘casamento’ entre as nossas demandas e o que a Fundep já havia desenvolvido enquanto sistemas e processos de trabalho que atendem às necessidades dos coordenadores", afirma Cristiane.

Segundo ela, o projeto também sinaliza uma mudança de cultura e rotina nos processos da Fiotec:

“Esperamos alcançar uma transformação na performance dos analistas de projetos, melhorar a análise e execução das atividades e oferecer aos coordenadores a agilidade que eles precisam. Queremos aumentar a eficiência de ponta a ponta, sempre com foco nas entregas aos coordenadores e na inovação contínua.”

Uma solução moderna e flexível

O GPF 2.0 será uma plataforma completa para a gestão de processos relacionados à execução de projetos, incluindo compras, importações, contratos, folha de pagamento, prestação de contas e outros módulos estratégicos para as atividades da Fundep e da Fiotec. Entre seus principais diferenciais tecnológicos estão:

• Tecnologia de ponta baseada em .NET, React e PostgreSQL;

• Hospedagem 100% em nuvem, com infraestrutura no Microsoft Azure;

• Metodologia híbrida de desenvolvimento (práticas ágeis e tradicionais);

• Conformidade com requisitos legais e integração com sistemas governamentais;

• Foco no usuário, priorizando usabilidade e eficiência operacional;

• Uso de inteligência artificial para automação de tarefas e monitoramento dos processos e sistemas.

A iniciativa reúne equipes de tecnologia e de atendimento a projetos das duas instituições, que atuarão de forma integrada, somando conhecimento técnico e visão institucional. Profissionais especializados também reforçam a equipe interna nesta etapa de desenvolvimento.

“Essa é uma parceria que promove transformação digital com foco em pessoas. Pessoas definem processos e processos definem sistemas”, destaca o professor Walmir Caminhas, diretor da Fundep e responsável pela área de Tecnologia da Informação.

Para André Oliveira, gerente de Sistemas da Fundep, a iniciativa vai além da adoção de uma nova ferramenta tecnológica. “Mais do que uma troca de sistema, esse projeto vai representar, também, uma mudança de mentalidade. Estamos construindo uma solução que nasce da prática, do diálogo com as áreas e que traduz a nossa realidade e nossos desafios. Hoje, os sistemas já nascem legados - a tecnologia evolui rápido - e é um grande desafio mantê-los atualizados e aderentes às necessidades do negócio. Por isso, estamos apostando em uma arquitetura que permita ajustes contínuos sem a necessidade de reescrever códigos constantemente”, afirma André.

O professor Walmir também destaca que a flexibilidade do sistema é um dos principais avanços esperados: “É comum comprarmos sistemas prontos e precisarmos adaptar nossos processos a eles. Queremos o contrário: um sistema flexível, que se ajuste aos nossos processos e permita uma evolução contínua”, explica.

Das visitas técnicas à parceria estratégica

A aproximação entre as fundações que deu origem à iniciativa começou em maio de 2024, quando o diretor-administrativo da Fiotec, Marcelo de Amaral Wendeling, procurou a Fundep para conhecer o sistema de gestão à vista desenvolvido pela equipe de TI. A visita de representantes da Fiotec a Belo Horizonte foi o primeiro passo para uma série de trocas entre as equipes das duas instituições.

Ao longo do ano, as áreas envolvidas na gestão de projetos de ponta a ponta da Fundep receberam visitas de representantes da Fiotec, que tinham o objetivo de conhecer processos e sistemas. Um relatório comparativo foi elaborado para identificar pontos de melhoria e oportunidades de integração até que, em dezembro, a fundação carioca aprovou o plano de transformação digital em parceria com a Fundep e UFMG.

Formação e inovação compartilhadas

Além de modernizar a gestão, o projeto abrirá espaço para o envolvimento de alunos de graduação e pós-graduação da UFMG, ampliando o potencial de inovação, principalmente no uso de IA.

A fase inicial, com duração de três meses, será dedicada à definição detalhada do sistema. Entre outubro e novembro, tem início a segunda etapa: o desenvolvimento da plataforma, com duração prevista de 24 meses.

Uma solução para fundações

A expectativa é de que o GPF 2.0 se torne uma referência para outras fundações de apoio que enfrentam desafios semelhantes. “O mercado carece de soluções robustas de gestão voltadas para grandes fundações, devido à complexidade da atuação. O que estamos construindo aqui pode se tornar um modelo a ser replicado em instituições de todo o país”, reforça o professor Walmir.

Texto: Marcelo Cardoso

Edição: Mariana Conrado

Imagem: Marcelo Cardoso