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Lançamento de hub de inovação em energia limpa e renovável atrai parceiros 

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Verde, iniciativa coordenada pela Fundep, busca liderar a transição energética no país.

Hub Verde chega a dez integrantes antes mesmo de lançamento, nesta sexta (29), e abre a oportunidade para mais empresas que queiram liderar a transição energética no País.

 

Um projeto ancorado na perspectiva da Energia 4D (descarbonizada, descentralizada, diversificada e digital), com envolvimento direto da academia, indústria, governo, sociedade e respeito ao meio ambiente,  foi lançado nesta sexta-feira (29) com o compromisso de assumir a dianteira da transição da matriz energética brasileira. O Verde – hub de inovação em energia limpa e renovável, foi apresentado durante o Ampère, evento sobre o Ecossistema de Mobilidade Elétrica do Brasil, em Belo Horizonte e Nova Lima.

Coordenado pela Fundep e UFMG – com a parceria de dez empresas e apoio institucional de agências dos governos estadual e federal, além do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), onde ficará instalado, o Verde tem como proposta liderar a transição energética no país, defendendo a coordenação de ações para acelerar e maximizar seus impactos.

Ao declarar lançado o hub, o presidente da Fundep, Jaime Ramírez, destacou que  a celeridade das transformações do mundo em que vivemos exige imediata e rápida adoção de novo modo de vida. “Todas as ações que fazemos – em todas as instituições que atuamos – têm cada vez mais impacto no planeta que habitamos. Alguns especialistas dizem que cada dia que passa é um dia perdido, prefiro ver como uma oportunidade e também como uma responsabilidade de cada um de nós,  de cada uma  de nossas instituições. Será catastrófico se ignorarmos o desafio que temos de transformar as notas ações e até mesmo nossos produtos em bens sustentáveis. E essa é a década decisória para a transformação”, lembrou.

Representante das empresas que se somaram à UFMG e à Fundep na modelagem do hub (leia mais), Marcelo Rodrigues, head de Negócios e Inovação da Unicoba, afirmou que “o maior desafio que a sociedade enfrenta para transformar a matriz energética brasileira encontra resposta neste hub. O desafio é conectar todos os atores que têm soluções para isso, e é justamente o que o Verde faz. Juntos, aqui, certamente desenvolveremos as respostas necessárias”, avaliou.

A gestora de Negócios e Parcerias da Fundep, Janayna Bhering, apresentou a forma de operação do hub, bem como os benefícios para as empresas cotistas.  “O hub vai operar com ciclos de 24 meses e está aberto a adesão de empresas madrinhas, que farão aportes para serem reinvestidos na pesquisa, desenvolvimento de tecnologias, infraestrutura laboratorial e desenvolvimento de soluções customizadas, de modo que possam atuar na fronteira do conhecimento”, explicou.

Desta maneira, segundo a gestora, “o hub pode tornar-se uma referência para apoiar a criação de cultura e de políticas públicas, gerando mais capilaridade nas propostas e discussões sobre soluções para o tema”, avalia.

Juntamente com o hub foi lançada uma página na internet com informações para interessados em aderir ao projeto.

 

Oásis como exemplo
 

Um exemplo de um processo de transição energética com envolvimento da academia, governo e setor privado está na própria UFMG e foi apresentado durante o lançamento do. Verde.  O projeto de pesquisa e desenvolvimento institucional Minirrede de energia Oásis/UFMG, em planejamento desde 2016, está sendo viabilizado com investimentos de R$ 21 milhões, que incluem aportes de recursos da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. Esses investimentos deverão ser recuperados até 2025, em horizonte de três anos após o fim da implantação do projeto.

O projeto contempla três linhas de ação: gestão de contratos, geração própria de recursos energéticos e gestão de consumo. A meta é a implementação de novas tecnologias conjugadas com a produção científica, redução de custos e sustentabilidade energética (saiba mais).

A criação da minirrede de energia própria  – composta de usinas fotovoltaicas e microturbinas a gás para geração de energia térmica e elétrica – coloca a UFMG ao lado de universidades como a de Nova Iorque e da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, que já produzem quase toda energia que consomem.

Universidades possuem minirredes para eficiência energética.

 

“Comparando as nossas capacidades de geração e armazenagem, o Oásis é um dos projetos mais importantes no mundo nesse segmento, e a gente espera continuar investindo, não apenas para resolver um problema estrutural para a UFMG, mas também para a formação de recursos humanos para a produção sustentável de energia”, avalia o avalia o coordenador do projeto e presidente da Comissão Permanente de Gestão Energética, Hídrica e Ambiental da UFMG, professor Braz de Jesus Cardoso Filho, painelista do evento de lançamento do Verde. 

Mas para isso, é importante a indução de políticas públicas favoráveis à transição energética, motivo de condução do Oásis e de fortalecimento do Verde. “Esperamos que esses projetos constituam recursos de estudos para o setor elétrico brasileiro caminhar no avanço da regulamentação da geração distribuída, integração de unidades de armazenagem ao sistema elétrico – área em que estamos muito atrasados em regulamentação –  e integração de minirredes para as concessionários de energia”, finalizou.   

Conheça um pouco mais do projeto Oásis na produção da TV UFMG: 

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