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Agritech.NE busca desenvolver agronegócio no interior do Nordeste

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Crédito: Herney Gomez / Pixabay.

Iniciativa coordenada pelo Cetene, apoiado Fundep, visa impulsionar o desenvolvimento agrícola da região a partir de desafios tecnológicos

 

As empresas de base tecnológica que atuam no agronegócio, as agritechs, lideram hoje o processo de reinvenção do campo no Brasil. O uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) está transformando o processo de decisão do produtor rural, historicamente baseado na tradição, experiência e intuição. Assim, cada vez mais, agricultores se orientam por dados precisos e em tempo real.

Entretanto, o uso de soluções digitais no agronegócio ainda é muito restrito no país. De acordo com o levantamento do censo ‘Radar Agtech’, monitoramento realizado pela Embrapa em 2019, 90% das agritechs brasileiras estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste. Somente 4% delas estão na região Nordeste.

 

Agritech.NE

Com o objetivo de transformar esse cenário, o projeto Agritech.NE apoia o agronegócio no Nordeste a partir do desenvolvimento de startups na região do Vale do Rio São Francisco. Fruto da parceria entre o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o Agritech.NE conta com um investimento de mais de R$ 1,3 milhão e se concentra, principalmente, na área de fruticultura, que apesar do acelerado crescimento e potencial para produção agroindustrial, ainda precisa de um ecossistema de inovação robusto. “O eixo Petrolina-Juazeiro é hoje um dos maiores polos de fruticultura tropical do Brasil, mas precisa de agritechs  capazes de lidar com as particularidades locais e gerar novas oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento’, explica o coordenador do projeto, Jarley Nóbrega.

Assim, a iniciativa vai mapear os desafios tecnológicos dos produtores do Vale do São Francisco, promover capacitação sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação, disponibilizar uma plataforma on-line para a promoção de negócios e fomentar a criação de startups agrícolas que trabalham com ferramentas voltadas para o aumento da produtividade dos fruticultores. Dessa forma, partindo desse conjunto de ações, essa realidade será alterada.

 

inovação E Ciência

Um dos maiores desafios do agronegócio no Brasil, em especial na região Nordeste, é a otimização da produção agrícola em todas as suas etapas.  Por isso, o Agritech.NE trabalha os caminhos para impulsionar os processos produtivos da região, buscando reposicionar o Nordeste no cenário de agritechs. Essa transformação passa pela melhora da qualidade dos processos produtivos e pelo desenvolvimento e incorporação de inovações tecnológicas nas fases das cadeias produtivas do agronegócio.

A principal barreira para que essas soluções cheguem aos produtores rurais é a necessidade de uma articulação que aproxime as startups com o agronegócio. Isso ocorre porque grande parte dessas agritechs está ligada a centros de pesquisa, universidades e hubs de inovação, conectados em ecossistemas localizados fora do Nordeste. “Esses avanços são obtidos com investimentos em pesquisa, tanto básica quanto aplicada, realizados pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) públicas e privadas. A ciência e a tecnologia têm um papel fundamental dentro do processo de transformação da agricultura na região Nordeste”, ressalta Jarley. 

 

Apoio na gestão

Agente de soluções e conexão dos diversos elos da cadeia produtiva, a Fundep, em suas iniciativas, vem buscando contribuir para a promoção de um ecossistema de pesquisa e inovação no processo de avanços para o campo agropecuário brasileiro no cenário nacional e internacional. “A Fundep realiza a gestão estratégica dos recursos do Agritech.NE, efetivando desde aquisições diversas de produtos, serviços e administração de pessoal à prestação de contas segundo regras do financiador”, explica a analista do projeto pela Fundep, Fabiana Bonela.

Além do Cetene e do MDR, também integram o projeto a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para o Semiárido (Embrapa Semiárido), a Universidade de Pernambuco (UPE), o IFPE Sertão, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE).

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