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Projeto contra os vírus do Aedes aegypti será aplicado em BH

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Um projeto inovador voltado para reduzir a transmissão da dengue, da zika e da febre chikungunya será aplicado em Belo Horizonte em meados de 2018. Trata-se da introdução da bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças, e que é capaz de evitar que os vírus sejam transmitidos para os seres humanos durante a picada.

O projeto Eliminar a Dengue: Nosso Desafio (Eliminate Dengue: Our Challenge) é um projeto internacional sem fins lucrativos que surgiu na Austrália. Atualmente há trabalhos de campo do projeto em cinco países e outros três estão se articulando para aderir. No Brasil, ele foi trazido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Ministério da Saúde.

Resultados

Os trabalhos começaram em duas áreas pequenas: em Jurujuba, bairro de Niterói; e em Tubiacanga, bairro do Rio de Janeiro. A liberação de mosquitos com a bactéria começou em agosto de 2015 e se encerrou em janeiro do ano passado. Desde então, vem ocorrendo um monitoramento semanal, com mosquitos sendo coletados em armadilhas e levados ao laboratório para verificar se possuem a Wolbachia.

“Quase dois anos da liberação dos mosquitos nestas duas localidades e mais de 90% dos vetores contêm a bactéria. Isso comprova a autosustentabilidade do projeto. Não precisamos ficar voltando à mesma área para fazer novas liberações”, explicou o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, coordenador do projeto no Brasil.

Dados similares também foram constatados na Austrália onde, nas áreas onde os trabalhos começaram, em 2011, perto de 100% da população do Aedes já registra a Wolbachia. Isso ocorre porque a fêmea do Aedes que possui a Wolbachia em seu organismo irá transmiti-la a todos os seus descendentes, mesmo que se acasale com machos sem a bactéria. Além disso, quando apenas o macho possui a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem. Dessa forma, a bactéria é transmitida naturalmente para as novas gerações de mosquitos.

Próximo passo

O próximo passo do projeto no Brasil é a sua expansão no Rio e em Niterói. A inclusão de Belo Horizonte está planejada para o ano que vem e começará pela região da Pampulha e pela região norte, áreas que têm cerca de 840 mil habitantes no total. A previsão é que, até o final de 2018, o projeto já tenha alcançado uma área onde vivem 2,5 milhões de pessoas.

Parceria Fundep

A Fundep participa deste projeto gerenciando parte do financiamento internacional que vem da Universidade Monash, da Austrália. A execução é realizada na equipe de Atendimento a Projetos Externos (GAP Epex). Entre as atividades viabilizadas pela Fundação estão a compra de materiais, veículos, importações, aquisição de passagens aéreas, pagamento de pessoal e prestação de contas.

 

Fonte: com informações da Agência Brasil. Clique aqui e leia a matéria na íntegra.