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Pesquisas indicam novas rotas para biomateriais e combate ao câncer

Postado em UFMG
Ilustração esquemática mostra a complexidade do microambiente tumoral que, além das células nervosas, possui vasos sanguíneos, nervos e células a eles associadas Arquivo Alexander Birbrair

A agilidade na compra de insumos e a liberdade para contratar serviços – como testes em laboratórios internacionais ou a montagem de uma máquina – às vezes podem fazer mais diferença em uma pesquisa do que a quantidade de recursos disponíveis, avaliam dois professores da UFMG contemplados no primeiro edital de fomento do Instituto Serrapilheira, com outros 63 pesquisadores de todo o país.

Alexander Birbrair, do Departamento de Patologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), e Roberto Figueiredo, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola de Engenharia, passaram o último ano aplicando em suas pesquisas os recursos recebidos na primeira fase do edital – R$ 100 mil cada – e agora concorrem a nova seleção, que vai determinar quais desses projetos poderão receber até R$ 1 milhão. Ambos conseguiram, na etapa inicial dos seus projetos, confirmar as hipóteses apresentadas como justificativas para concorrer ao financiamento – respectivamente, novas formas de lidar com tumores cancerígenos e desenvolvimento de biomateriais à base de magnésio.

A solução para os experimentos com liga de magnésio pôde ser alcançada porque Figueiredo utilizou parte dos R$ 100 mil na construção de uma máquina nos moldes de uma existente em um laboratório na Áustria. “Se fôssemos comprar pronta, custaria mais de cem mil dólares, sem contar a taxa de importação. Embora seu princípio seja relativamente simples, ela só é fabricada na Áustria e no Japão”, conta Figueiredo.

Alexander Birbrair também elogia o modelo de financiamento adotado pelo Instituto, em que os pesquisadores precisam mostrar resultados e têm autonomia para aplicar os recursos. “É muito bom saber que o Serrapilheira considera a ciência como um investimento no futuro do nosso país e não um gasto”, avalia o professor do ICB, que tem aplicado os valores na compra de equipamentos e reagentes.

Matérias sobre os dois estudos estão publicadas na edição 2.038 do Boletim UFMG, que circula nesta semana.

 

Fonte: UFMG