Desafio para os próximos anos é o apoio da instituição a Política Nacional de Ciência e Tecnologia
O físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho é o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Aragão tomou posse ontem (27) na sede da entidade, em Brasília. Ele substitui o médico Marco Antônio Zago, que presidiu o Conselho por dois anos e meio, e agora vai compor a nova direção da Universidade de São Paulo (USP), como Pró-Reitor de Pesquisa.
A cerimônia foi conduzida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e teve a presença de cientistas, acadêmicos e representantes de instituições da área de ciência e tecnologia e do segmento empresarial.
Em seu discurso, Aragão destacou o apoio do CNPq, criado 1951, no incremento da pesquisa e na formação de cientistas nas diversas áreas do conhecimento. "O CNPq foi fundamental para que o Brasil pudesse contar hoje com quase 200 mil pesquisadores, formar cerca de 10 mil doutores por ano e atingir o décimo terceiro lugar na produção global do conhecimento", disse.
O novo presidente disse que o desafio para os próximos anos é o apoio da instituição a Política Nacional de Ciência e Tecnologia. De acordo com ele, a contribuição do CNPq será voltada para a formação de mais cientistas e engenheiros e o apoio de pesquisas que avancem em conhecimento e inovação. "Temos que promover a inovação que trará riqueza, renda e bem estar social, contribuindo para um Brasil mais próspero, justo e menos desigual".
Em sua fala o ministro Rezende disse que o momento é de boa fase financeira para o setor de pesquisas. Segundo ele, o CNPq conta esse ano com o orçamento de R$ 1,5 bilhões para o desenvolvimento de estudos científicos. "É um recurso significativo para o Brasil e a instituição tem uma atuação essencial para o sucesso do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação 2007-2010".
Biografia
O novo presidente do CNPq é graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), tem mestrado pela mesma instituição, fez doutorado na Universidade de Princeton (EUA) e pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça e na Universidade de Paris 11, em Orsay, todos em física das partículas elementares e campos.
Aragão tem atuado principalmente nos seguintes temas: teorias quânticas de campos e suas aplicações, teorias quânticas de campos a temperatura finita, métodos semiclássicos em geral, fotônica e plasmônica.
Hoje, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador 1A do CNPq, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas) e deixou a semana passada a secretaria geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCT), marcada para maio próximo, em Brasília. Entre seus títulos honoríficos está a Ordem Nacional do Mérito Científico nas categorias Grã-Cruz e Comendador.
Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia