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Negócios emergentes

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Um provedor de jogos de computador, em que o usuário mensalista tem acesso a um cardápio ilimitado e selecionado de games para download. Esse é o negócio da startup Gamelyst, que, em seis semanas, chegou a conquistar mais de 500 clientes. Já as empresas que possuem funcionários da área de Tecnologia da Informação (TI) podem contar com uma nova plataforma na hora de contratar: a Vulpi. De forma automatizada, a partir de cruzamento de dados relevantes do profissional divulgados em redes sociais especializadas, a ferramenta disponibilizará candidatos com habilidades técnicas comprovadas.

Essas foram as iniciativas de destaque na 2ª edição do Lemonade, programa de pré-aceleração de empresas de base tecnológica da Fundepar – Fundep Participações. As equipes empreendedoras das primeiras colocadas, Gamelyst e Vulpi, receberam um cheque no valor de R$ 40 mil cada uma e garantiram vaga na aceleradora de startups Techmall.

O Lemonade proporcionou às equipes participantes cinco semanas gratuitas de capacitação, mentorias, entre outras ações. Para o encerramento, foi realizado o Demoday, na última terça-feira, 8 de março, quando as equipes finalistas fizeram uma mostra para exposição dos projetos. Mais de 400 pessoas marcaram presença no evento.

Muitos vencedores e sucesso

Para surpresa dos empreendedores da 2ª edição, outras três startups serão aceleradas pela Techmall: Capta Money – matchmaker para investimentos de longo prazo; vAllugator – plataforma para locação de produtos; e NextAgro – controle e monitoramento para sistemas do agronegócio.

Além disso, as startups Playbor – aceleradora de jogos digitais, e Vytre – aceleradora de moda, foram convidadas a trabalhar em parceria com a Techmall, ampliando o campo de aceleração também para as áreas de moda e jogos.

No dia internacional da mulher, um dos prêmios da noite foi para Priscila Gama, da Malalai – startup de segurança feminina, que levou o troféu de “Empreendedora sangue nos olhos” em referência à sua dedicação durante toda a pré-aceleração no Lemonade. Outra equipe que não mediu esforços para aproveitar ao máximo o Lemonade foi a Communitor (solução em sistemas de informação que tem por objetivo a automação de todo o processo de monitoramento por ovitrampas “armadilhas mais utilizadas para o mosquito Aedes Aegypti). Em reconhecimento a esse mérito, o time levou o prêmio de “Equipe faca nos dentes”. Os mentores Leandro Rocha, da IN3 e Gibram Raul, da Netbee, receberam os troféus Mestre Yoda de melhores mentores, reconhecimento que partiu dos próprios empreendedores.

O Lemonade BH 2 chega ao fim com um resultado inédito em programas de pré-aceleração no Brasil; durante o programa (com duração de oito semanas) o faturamento das equipes ultrapassou a marca dos 700 mil reais. Para Aluir Dias, coordenador do Lemonade, esse foi o resultado do trabalho de equipes extremamente dedicadas. “Eles se entregaram ao programa com toda a garra, vários deles com dedicação integral”, conta.

Para o Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Miguel Corrêa Júnior, o Lemonade tem papel fundamental no ecossistema mineiro de inovação. Segundo ele, empreendedorismo e inovação são áreas promissoras com grande potencial frente à economia mineira. “Nosso estado caminha para ser referência no país”, diz.

Realização

O Lemonade é realizado pela Fundepar e co-realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais por meio do SIMI, pela Techmall, pela Fapemig e pelo Sebrae Minas. Em parceria nesse projeto estão as principais instituições de ensino mineiras: UFMG, UEMG, CEFET, IBMEC, UNI-BH, UNA, Faculdades Milton Campos, PUC Minas, Newton Paiva, Senai Minas, Escola de Formação Gerencial do Sebrae Minas.

Outras três edições do Lemonade estão previstas ainda para este ano, sendo duas no interior de Minas Gerais e uma de volta à capital mineira.