Fundep

Missão Israel – diário da trilha da inovação em MG: Haifa

Postado em Ciência, Tecnologia e Inovação
Fundep, Fundepar, UFMG participam, junto à Sedectes e outras instituições mineira, da Missão Israel: uma jornada inspiradora em um dos principais ecossistemas de inovação do mundo

A Missão Israel para o Movimento da Nova Economia Mineira – Movem – está a todo vapor. Representantes da Fundep, Fundepar, CTIT UFMG estão participando, junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e outras instituições do Estado, desta imersão para transformar a inovação em Minas Gerais.

A equipe do Movem foi à Haifa: a terceira maior cidade do país, depois de Jerusalém e Tel Aviv, com uma população de cerca de 275 mil habitantes. Foi nessa cidade que surgiu o Waze, um dos maiores aplicativos de trânsito e navegação do mundo baseado em uma comunidade.

Dia 2: Haifa – algumas das visitas, ações e impressões:

Technion: universidade pública, a mais antiga de Israel, referência em ciência e tecnologia (formação de engenheiros e cientistas). É considerada uma das 10 melhores do mundo na formação de capital humano. A Technion tem grande parte de suas pesquisas fomentadas por acordos com a iniciativa privada (pesquisa aplicada/ inovação aberta) – a empresa paga pela pesquisa e ainda paga royalties pelo uso da tecnologia. Os professores/pesquisadores são incentivados a gerar patentes e não publicações. Como? 50% dos royalties são para o professor e 50% para o Technion Transfer of Technology (T3).

Perfil empreendedor Technion: o aluno é estimulado a empreender (formação empreendedora) amparado pelo professor/pesquisador responsável pelo desenvolvimento da tecnologia (especialista/cientista), que tem interesse em atrair mais recursos para a instituição (royalties) e que também ganha com o sucesso da empresa.

Haifa Life Sciences Park

MATAM high-tech Park (+ 11mil engenheiros) A Matam Company é uma parceria do Gav-Yam, do grupo de propriedade e construção do BID (50,1%), que gere a empresa e a Haifa Economic Corporation (49,9%), que pertence ao município de Haifa.

As principais atividades da empresa são:

– Propriedade do Matam Business Park.

– As provisões de soluções incluem serviços gerenciais e de manutenção – por meio da Shatam Company, administrada pela Matam Company e pelos ocupantes do Matam Park.

– Edifício feito sob medida para aluguel a longo prazo. Por exemplo, o IBM World Research Center, que é o maior centro da IBM fora dos EUA. O edifício está localizado no campus da Universidade de Haifa, com um design único. Edifício Elbit Systems, Edifício médico Philips, Edifício Zim – Ofer, CSR (Zoran) – em Matam Park.

– O funcionamento do Centro Internacional de Convenções em Haifa (ICC)

A Matam Company é controlada e administrada pela Gav-Yam Company, uma empresa pública e financeiramente bem estabelecida, cotada na Bolsa de Valores de Tel Aviv. A Gav-Yam é uma das maiores e mais antigas empresas imobiliárias de Israel, uma subsidiária da Property and Building BID Group. A Gav-Yam é responsável pela iniciação, planejamento, montagem e gerenciamento de parques industriais sofisticados e outros, comércio e escritórios, centros logísticos e bairros residenciais.

3) MindUp: aceleradora de startups digital Health

É a incubadora de saúde digital de Haifa, uma joint venture da Medtronic, IBM, Pintango Venture Capital, Impact 1st Investments e Rambam Mecial Center, em colaboração com a Israel Innovation Authority.

A Mind Up busca ser o hub líder em saúde digital em Israel. Ela traduz tecnologias disruptivas e cultiva novos conceitos para produtos por meio de investimentos na saúde digital, com o objetivo de transformar a entrega e qualidade da saúde global.

“Israel tem em seu DNA uma grande simbiose entre ciência e desenvolvimento do país – 4,2% do PIB investido em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O futuro de Israel está nos cérebros. A transformação de ideias em soluções tecnológicas fez com que o país ainda jovem se tornasse uma grande referência em desenvolvimento tecnológico.  

Israel conta com 18 incubadoras (Agritech, healthtech, fintech, entre outras áreas). Objetivo do governo foi criar incentivos para cientistas e pesquisadores se capacitarem e terem apoio para criarem seus negócios (promover oportunidades para imigrantes).

– 85% do recurso vem do governo (empréstimo que a empresa começa a pagar assim que tem receita, ou quando a empresa é vendida parte do recurso vai para pagar o empréstimo).

– 15% vem da incubação (20-50% de equity)

– Período de incubação: 2 anos

– Investimento por empresa: US$750mil

– Meta: investir de 4-5 empresas por ano

No país, tem mais de 300 centros de P&D (nação pequena e com apenas 8 milhões de habitantes). Em média, as empresas desse segmento demoram de 3 a 4 anos para começar a ter receita.  A maioria das empresas que procuram os parques tecnológicos israelenses são atraídos por capital humano.

Parceiros estratégicos: IBM, Pitango (Venture Capital – US$2bi), Rambam (Hospital de Israel), Medtronic.”

Gerente de Negócios e Parcerias, Janayna Bhering