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Eventos abordam aspectos técnicos para compreensão e prevenção de desastres

Postado em UFMG
Vista aérea de região atingida pelo desastre de Brumadinho – Presidência da República / Divulgação

Nesta terça-feira, 5, das 14h às 17h, a Faculdade de Ciências Econômicas (Face) vai reunir professores do Departamento de Engenharia de Minas para discutir opções tecnológicas para a mineração. No dia seguinte, a partir das 18h30, pesquisadores de diversas unidades acadêmicas e representantes de movimentos sociais participam, na Faculdade de Medicina, do debate Para além do rompimento: a produção continuada dos desastres com barragens.

Abertos ao público, os eventos integram as ações definidas pelo Programa Participa UFMG-Brumadinho com o intuito de possibilitar uma melhor compreensão sobre o desastre ocorrido no dia 25 de janeiro – com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho – e gerar reflexões sobre formas de prevenção.

De acordo com a pró-reitora de Extensão, Cláudia Mayorga, ainda existe muito desconhecimento sobre questões técnicas relativas à mineração e sobre as consequências de desastres como esses para a população atingida.

“É necessário disponibilizar o conhecimento acumulado em ações de ensino, pesquisa e extensão da Universidade, para ajudar a esclarecer essas questões”, destaca a professora.

Tecnologias

O Workshop (emergencial) Opções tecnológicas para a mineração: extração, barragens e rejeitos tem o objetivo de ouvir especialistas em Engenharia de Minas para compreender as diversas tecnologias disponíveis para a mineração e os avanços científicos e tecnológicos no setor.

Os três convidados são os professores Roberto Galery, Evandro Gama e Beck Nader, todos do Departamento de Engenharia de Minas da Escola de Engenharia da UFMG. O professor Bernardo Campolina, chefe do Departamento de Ciências Econômicas da Face, vai coordenar o debate, que será realizado no Auditório 2 da Faculdade de Ciências Econômicas, campus Pampulha, terça-feira, 5, das 14h às 17h.

Três temas serão abordados de forma didática: tecnologias de extração, barragens e seu monitoramento, alternativas para lidar com rejeitos. De acordo com os organizadores, a compreensão desses assuntos “é importante para avaliar a dimensão do atraso tecnológico na exploração atual em Minas Gerais, aparentemente uma das causas da trágica sequência de catástrofes que assolaram Mariana e Brumadinho”. Além disso, a avaliação de recursos científicos e tecnológicos disponíveis e não utilizados é também importante para a proposição de políticas públicas, ressaltam.

Para além do rompimento

O debate Para além do rompimento: a produção continuada dos desastres com barragens, será realizado nesta quarta-feira, 6, a partir das 18h30, no Auditório Nobre da Faculdade de Medicina. O evento será aberto pelo diretor da Faculdade, Humberto Alves, e pela pró-reitora de extensão, Cláudia Mayorga.

Em seguida, haverá exposições dos professores Andréa Zhouri, do Departamento de Antropologia e Arqueologia, Jandira Maciel da Silva, do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Adriano Paglia, do Departamento de Biologia Geral, Klemens Laschefski, do Departamento de Geologia, e Evandro Gama, do Departamento de Engenharia de Minas. Participam também Maria Teresa Corujo e Carolina de Moura, ambas integrantes do Movimento pelas Serras e Águas de Minas. Carolina de Moura também integra a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale.

Grupos de trabalho

Em sequência aos trabalhos do Programa Participa UFMG-Brumadinho, será realizada reunião nesta segunda-feira, 4, às 14h, no auditório 106 do Centro de Atividades Didáticas de Ciências Exatas (CAD 3), campus Pampulha. O objetivo é estruturar grupos de trabalho para ações de médio e longo prazo. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail participaufmg@ufmg.br.

Representantes de instituições, coletivos e movimentos sociais que queiram integrar o Programa Participa UFMG-Brumadinho podem se cadastrar, até 15 de fevereiro, por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Pró-reitoria de Extensão.

A intenção é construir uma agenda de troca, interlocução e cooperação continuada entre os membros do Programa, em diálogo com outros atores da sociedade, como apoio da UFMG à população atingida pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

Fonte: Portal UFMG