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A terceira maior importadora para a ciência do Brasil

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Consolidada como uma das principais instituições brasileiras aptas a realizar importação de materiais de cunho científico e tecnológico, a Fundep continua se destacando por sua competência. Em 2011, as aquisições internacionais realizadas para os projetos de pesquisa totalizaram quase US$ 20 milhões. Com esse volume, a Fundação figura como a terceira maior importadora de itens dessa categoria do país, segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – no qual a Fundação é credenciada no âmbito da Lei Federal nº 8.010/90.

Com atuação regulamentada e equipe de profissionais qualificados, a atividade de importação da Fundep é especializada, engloba negociações complexas, com prazos rígidos, grande volume de recursos, normas especiais e formas de pagamento diferenciadas. “A Fundação também está entre as maiores de Minas Gerais em número de declarações de importação – documento que compreende as informações gerais do processo de importação – e é a segunda no Estado em número de licenças”, afirma o gerente de Importação da Fundação, Themístocles Mithríades.

Mais de 90% das encomendas da Fundep são originárias dos Estados Unidos, seguidas de países da Europa – em maior escala Alemanha, França e Inglaterra, incluindo países do Leste Europeu e Rússia -, e ainda Japão e, em menor escala, Coreia. Vindos de todos os lugares do mundo, os instrumentos e insumos importados para a execução das pesquisas científicas e tecnológicas são variados: de equipamentos, reagentes e livros a animais vivos para uso em laboratório.

Um caso de sucesso

Entre as aquisições internacionais realizadas pela Fundep em 2011, destaca-se a compra de camundongos sem germes para trabalhos de pesquisa da UFMG. A Fundação atuou em todo o processo, desde o primeiro contato com o fornecedor norte-americano até a chegada dos camundongos ao laboratório. A operação demandou cuidados especiais, como container com filtros de ar para evitar contaminações e desembaraço diferenciado na alfândega, pois a caixa não podia ser aberta, já que os animais não podiam ser expostos ao ambiente.

Todo o esforço foi feito para que os camundongos chegassem em perfeito estado para os estudos coordenados pela professora Leda Quercia Vieira, que utiliza os animais em busca da resposta imune a parasitas do gênero Leishmania e a Trypanosoma cruzi (agente da Doença de Chagas), entre outras pesquisas. “A Fundep conseguiu trazer esses animais com sucesso e sem contaminação. Os camundongos vão muito bem, já na quarta geração.  Eles servem a mais de 10 projetos no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e estão sendo também enviados para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo”, diz a professora.

Leda lembra ainda de outro trabalho já realizado pela Fundação, que, pela primeira vez no Brasil, importou camundongos geneticamente modificados – modelos que rendeu a seus estudantes estudos premiados. “O papel da Fundep na pesquisa de nosso laboratório é inestimável e somos muito gratos pela atenção e competência com que a Fundação trata nossas importações de animais vivos”, diz.

Perspectiva

Para Themístocles Mithríades, a previsão é que, em 2012, muitos projetos demandarão importações especiais, e que a equipe da Fundep está preparada para atender. “Acredito que receberemos muitos pedidos de produtos sofisticados e difíceis de achar, que exigirão procedimentos especiais de condução, assim como vem acontecendo”, diz o gerente.

Um exemplo é a importação de um microscópio eletrônico para o Centro de Microscopia da UFMG. O equipamento ultra sofisticado foi produzido pela FEI Europe Company, líder mundial de ferramentas de microscopia eletrônica, e demandou logística delicada, como o transporte em caminhão de suspensão pneumática para não haver trepidação nas caixas. A equipe de importação acompanhou e desembaraçou o despacho do equipamento, que foi entregue ao Centro no dia 18 de janeiro.