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Mostra Sua UFMG reuniu cerca de 30 mil pessoas no campus UFMG Pampulha

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Mostra sua UFMG 2019 – foto: Portal UFMG

Estudantes, professores e familiares conheceram ‘in loco’ a dimensão da Universidade e a diversidade de seus 91 cursos.
Fundep apoia a iniciativa

Fonte: Portal UFMG

Cerca de 30 mil pessoas lotaram o campus Pampulha no dia 25 de maio, para participar das atividades da Mostra Sua UFMG, versão reformulada da Mostra das Profissões da Universidade. Estudantes, professores, seus amigos e familiares tiveram a chance de conhecer melhor os 91 cursos de graduação ofertados pela Universidade. A Fundep apoia a iniciativa, ressaltando o valor da educação pública de qualidade e o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação.

Além das tradicionais salas interativas e palestras, foram destaque, entre as oficinas do dia, apresentações de dança, música e rodas de conversa sobre acesso e permanência na UFMG. “Estamos muito felizes de ver tantos jovens aqui no campus, o que já demonstra o sucesso do evento”, afirmou a pró-reitora de Graduação, Benigna Oliveira. Ela conta que a reformulação do evento visava aproximar a UFMG do estudante, já que uma pesquisa de público realizada no ano anterior mostrou que muitos não viam a universidade como opção para o ensino superior. “Eles viam uma dificuldade tanto no acesso quanto na permanência. Então, avaliamos que era importante nos aproximarmos desse público e convidá-los a se apropriarem da UFMG e a vê-la como a primeira opção para quando eles forem iniciar a graduação”.

“Estamos abrindo as portas da universidade para um novo corpo de estudantes”, afirmou o vice-reitor Alessandro Moreira. “Toda a sociedade tem que ver a importância dessa universidade e o que que ela faz. A educação transforma as pessoas, que, por sua vez, transformam a sociedade”, reforçou.

Imersão

Os estudantes da Escola Estadual Professor João Menezes saíram de Piumhi, na região Oeste de Minas, às 3h40 da manhã para participar da Mostra Sua UFMG. “Lecionei para esses alunos no primeiro ano do ensino médio e agora estou acompanhando-os nessa visita porque também trabalho na secretaria da Escola”, conta Fábia Rego, ela própria formada na UFMG na primeira turma de ensino a distância do curso de Geografia. “A UFMG é uma universidade de referência pro país inteiro. Pela grandiosidade e competência dos cursos, acredito que é muito válido sempre trazê-los”, afirmou, justificando o motivo de percorrerem os mais de 250 quilômetros que separam Piumhi  de Belo Horizonte.

Durante a Mostra, os estudantes puderam conferir, de perto, suas áreas de interesse por meio de conversas com estudantes nas salas interativas e nas palestras com professores de cada curso. “Eu percebo que eles chegam com muitas dúvidas”, contou Luiz Ribeiro, estudante de Farmácia da UFMG e voluntário na sala interativa de seu curso. “As principais dúvidas são sobre o mercado e sobre como é o curso em si. A gente tenta direcionar a conversa para temas com os quais eles têm mais afinidade”, explicou.

Foi o caso de Emanuele Lima Oliveira, que está cursando o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Fernando Otávio, em Pará de Minas. A estudante almeja vaga em algum curso da área de Saúde. “É muita diversidade”, espantou-se ela, ao listar as inúmeras áreas em que pode atuar no futuro: “Eu fui às salas de Medicina, Fisioterapia, Odonto, bastante coisa legal. Fiquei duas horas na fila da sala de Medicina, mas valeu muito a pena. Foi muito bacana, gostei muito”.

Para driblar o longo tempo de espera em algumas salas interativas, estudantes da própria UFMG revezavam-se dentro e fora do ambiente para conversar com os jovens. Assim fez Agatha da Silva, do quarto período do curso de Medicina. “A mostra está conseguindo demonstrar bem o que é o curso, principalmente por reunir estudantes em diferentes períodos”, ela avaliou. “Alguns estão mostrando como são feitos os primeiros socorros e outros, como eu, estão rodando fora da sala, tirando dúvidas da galera na fila, até mesmo para agilizar, já que são muitas pessoas esperando para entrar”.

Como relatou a pró-reitora de Graduação, Benigna Oliveira, a Mostra Sua UFMG também é importante para os próprios estudantes da Universidade, já que oferece um momento de interação com os jovens que cursam o ensino médio. “É preocupação da UFMG formar bons técnicos, bons profissionais e bons cidadãos, estudantes comprometidos em pensar os problemas do país e da sociedade e buscar solução para eles. A Mostra contribui muito pra isso. A sociedade também enriquece a UFMG quando ela vem aqui para dentro” ressaltou.

Performance tecnológica e aulas de dança

Apresentações de música e dança conferiram um brilho especial à Mostra Sua UFMG. O picadeiro da Praça de Serviços abrigou, por exemplo, performance do Grupo Sarandeiros, projeto de extensão da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO). O grupo de dança apresentou manifestações tradicionais de diversas regiões do Brasil, finalizando com um frevo que animou o público que descansava entre uma visita e outra nas inúmeras salas interativas. Não muito longe dali, a bailarina Ana Virgínia fazia uma performance tecnológica no CAD3, coordenando o movimento do próprio corpo com as pequenas contorções da roupa que usava: um vestido feito não só de pano, mas também de baterias, circuitos e motores.

“Eu resolvi trabalhar a questão do corpo e da performance, para, primeiro, pensar a moda em outro lugar, e, segundo, refletir sobre questões atuais da tecnologia”, relatou a estudante de Design de Moda Natacha Lamounier, responsável pela performance Reversa. O projeto, trabalho de conclusão de curso, foi realizado como bônus da sala interativa onde eram apresentadas informações sobre a formação.   Formada em Engenharia de Materiais pelo Cefet-MG, Natacha quis unir tecnologia e arte, repensando a interseção do corpo com o desenvolvimento tecnológico. Criou assim um projeto transdisciplinar que mescla moda, belas-artes e engenharias. “Temos de divulgar justamente o que estamos produzindo aqui na universidade, ainda mais agora com o que a gente está vivendo”, justificou Natacha.

Momentos de descontração também foram vivenciados por estudantes que participaram das aulas abertas do curso de Dança. O hall do CAD3 ficou pequeno para comportar as pessoas que faziam movimentos improvisados, transformando os prédios da Mostra em “espaços dançantes”.

O evento superou as expectativas, “como sempre ocorreu em todas as mostras”, avaliou o vice-reitor Alessandro Moreira. “A gente está vendo todo o campus sendo realmente ocupado pela sociedade. A UFMG é dela”, resumiu.